A LENDA DA MANDIOCA

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A lenda da mandioca conta que há muito tempo atrás, em uma tribo tupi, a jovem filha do cacique percebeu que estava grávida, mesmo sem nunca ter se deitado com homem algum. Seu pai, porém, ficou furioso, pois sonhava em casar sua filha com um valoroso caçador, mas agora estava grávida e nem sabia quem era o pai. Sua raiva foi tanta que teria até mesmo rogado aos deuses para sacrificar sua filha. Contudo, antes que cometesse qualquer ato para punir a jovem, durante uma noite sonhou com um homem lhe dizendo para acreditar em sua filha e não a punisse, pois realmente falava a verdade. 

O cacique então se desculpou com a filha e passou a ficar alegre com o futuro nascimento da netinha. Nove meses se passaram e então o bebê finalmente nasceu, uma menina de pele branca, diferente de todos na tribo, além de já saber andar e falar. Sua mãe lhe chamou de Mani. Todos em volta gostavam da pequena índia, por conta de sua inteligência e alegria. Um belo dia, depois de uns 3 anos, em uma daquelas manhãs ensolaradas, Mani simplesmente não acordou, mesmo depois de todas as ervas e encantamentos do pajé, para tentar reanimá-la. Estava mesmo morta e o que mais chamava a atenção era seu sorriso no rosto. 

Sua mãe então decidiu enterrá-la na terra em baixo da sua oca, como era de costume. Todos os dias, ela e muitas pessoas da tribo, iam até a cova da menina para chorar pela sua morte, regando o local com a suas lágrimas, até o dia em que uma planta nasceu ali, totalmente diferente de qualquer outra conhecido pelos índios. Sua mãe decidiu cuidar da plantinha, regando-lhe todos os dias, até que o chão em volta começou a rachar. Percebendo isso, decidiu puxar a planta e encontrou sua raiz, morena por fora e branca por dentro. Ela resolveria o problema da fome pela qual a tribo passava há tempos. Como a planta surgiu dentro do local, os índios a chamaram de Mani oca, que mais tarde passou a ser conhecida como Mandioca

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